Iemanjá, a Rainha do Mar.

 Iemanjá, a Rainha do Mar, é uma das figuras mais reverenciadas e admiradas nas religiões de matriz africana, especialmente no Candomblé e na Umbanda. Seu nome evoca imagens de grandeza e profundidade, como as águas que a representam, capazes de acolher e purificar. A divindade feminina, associada ao mar, é simbolizada por sua beleza e força imensuráveis, capazes de acalmar e de agitar as águas, trazendo tanto serenidade quanto tempestade.

Iemanjá é considerada a mãe universal, que gera a vida e a sustenta com carinho e cuidado. Ela é vista como a mãe de todos os orixás, a origem do nascimento e a fonte da regeneração. A imagem de Iemanjá é frequentemente associada a um espírito acolhedor e protetor, que abraça com amor incondicional aqueles que a buscam. Sua essência transborda em gestos de generosidade, como as águas que alimentam a terra e criam vida.

Além de sua função maternal, Iemanjá também é a guardiã dos mistérios do mar e de todas as suas criaturas. Ela é a entidade que rege a profundidade do oceano e sua sabedoria infinita, e é conhecida por sua capacidade de guiar os navegantes e oferecer proteção aos pescadores. Seu poder é sutil, mas grandioso, refletindo a força calma das águas que, por mais tranquilas que pareçam, guardam uma imensa energia sob sua superfície.

Sua festa, celebrada no dia 2 de fevereiro, atrai milhares de devotos em várias partes do Brasil, especialmente no litoral, onde as oferendas são feitas à beira-mar. As cores azul e branca predominam, representando tanto a pureza da água quanto a conexão com os elementos da natureza. Neste dia, as pessoas se entregam à fé, aos pedidos e à gratidão, jogando flores, perfumes, espelhos e outros presentes para a divindade, esperando que suas súplicas sejam atendidas.

Em sua essência, Iemanjá é a personificação do amor materno, da sabedoria ancestral e da força transformadora que reside na natureza. Ela nos ensina que, assim como as águas, a vida é feita de ciclos, de renovação constante e de serenidade nas tempestades. Com ela, aprendemos que a verdadeira força está em saber acolher as adversidades com coragem e a certeza de que, assim como o mar, sempre haverá um novo amanhecer.